Apagões para acesso à internet atingem até o Centro de Corumbá
julho 5, 202111:28 am– Sim Telecom, que veio em 2020 com proposta de ampliar acesso, ainda não consegue atender nem a região central e preço é um dos mais caros –
Garantia de acesso à internet em Corumbá e com serviço de qualidade ainda não está garantido, nem por novas empresas que divulgaram prestar esse tipo de atendimento recentemente, e muito menos pela que já está instalada no município há mais tempo e domina o mercado. Por enquanto, além da Oi, que está estagnada e carregada de processos judiciais cobrando melhora no fornecimento de banda larga, a nova via, representada pela Sim Telecom, também ainda não conseguiu suprir a lacuna.
A Redevista Telecomunicações Ltda, razão social da Sim Telecom, foi criada em 8 de junho de 2016 com capital social de R$ 100 mil e é uma empresa de pequeno porte. Tem como sócios José Rodrigo Arteaga de Acha e Andreia Bottega Bairros.
A nova empresa na cidade já acumula quatro reclamações formais por falta de atendimento em algumas regiões. Mesmo em partes centrais, como a Rua Sete de Setembro com a Rua 13 de Junho, a extensão de portas para permitir ligação de internet banda larga não existe, ao menos até o dia 2 de julho.
Essa falta de capacidade ainda de abranger todo o território do município, principalmente partes centrais, foram motivo de três reclamações no Procon neste ano e outra em 2020. O órgão de fiscalização, ligado à Prefeitura de Corumbá, está com os pedidos para averiguação de desrespeito ao Código do Consumidor por parte da Sim Telecom. A análise das reclamações ainda está em processamento e não há um prazo definido para resposta.
Em 15 de dezembro de 2020, o proprietário da Sim Telecom, José Rodrigo Arteaga, em reunião com o prefeito Marcelo Iunes (Podemos) chegou a afirmar que quase toda a cidade já tinha fibra óptica da empresa, conforme o site da Prefeitura divulgou na época da visita.
“Arteaga afirmou que praticamente 100% de Corumbá já está cabeada com a fibra óptica da Sim, que chega até a cidade utilizando as torres da Energisa. O cabo, segundo o empresário, está a mais de 50 metros de altura e por isso fica menos suscetível às interrupções provocadas pelas chamas na região. Conforme esclareceu o proprietário, apenas uma parte do bairro Nova Corumbá e do Cristo Redentor ainda está sem cobertura, mas ambas devem ser atendidas em breve”, divulgou o site da Prefeitura na época da visita.
Passados em torno de sete meses depois dessa visita, o que vem sendo constatado é que o fornecimento de internet ainda está aquém do que era esperado, mesmo que haja cabeamento distribuído em “praticamente toda a cidade”.
O Correio de Corumbá tentou ao longo da semana passada falar com a direção da Sim Telecom para verificar essa falta de cobertura. Foram feitos contatos telefônicos pelo telefone da empresa, que aparece em seu site oficial (67) 99837-1534, mas as ligações não foram atendidas. Houve também visita à sede, na Rua Cuiabá, para tentar entrevistá-la, mas até o fechamento desta matéria, no sábado (3), às 9h, ainda não tinha sido possível apurar mais detalhes com a própria direção da Sim.
Sem muitas opções para buscar
Enquanto isso, quem tenta sair do contrato da Oi acaba ficando sem tantas opções de serviço e, de certa forma, sem muita opção para migrar para outros pacotes. Além disso, quem decide assinar com a principal concorrente da Oi em Corumbá não consegue fazer uma migração em curto espaço de tempo. O período de espera que a Sim Telecom está solicitando para os clientes residenciais para instalação está em cerca de 30 dias, pelo menos.
Para confirmar o pedido de instalação, a empresa só consegue atender mais rápido caso a solicitação seja por parte de pessoa jurídica. Para empresas, os valores dos planos são mais caros que os residenciais. Quem é pessoa física precisa pagar R$ 200 pela taxa de instalação e aguardar ao menos um mês para ver a internet ser instalada. O aparelho de fornecimento do serviço ainda é fornecido em sistema de comodato e ao final do contrato é obrigatória a sua devolução.
De acordo com o Procon, como a empresa é nova cidade, começou a operar em 2020, e o volume de clientes ainda não é maior que a capacidade que o serviço alcança, o volume de reclamações está direcionado exclusivamente para a falta de atendimento em diferentes bairros. Ainda não houve registro de problemas ligados à instabilidade no fornecimento de sinal.
“As reclamações que foram feitas são devido à falta de portas disponíveis. A pessoa pediu e estava demorando para chegar na residência. Não tivemos reclamação ligada à qualidade do sinal da internet. Se caso a empresa promete um serviço e não cumpre, ela pode ser punida e isso será averiguado”, esclarece o diretor-executivo do Procon, Vital Gonçalves Miguéis.
Os preços praticados em Corumbá também são um dos mais caros que existem no mercado. A Claro residencial tem plano de 125 mb por R$ 99,99 por mês, com instalação grátis. Porém, esse tipo de pacote existe para Campo Grande e não chegou a Corumbá. Outro plano disponível na Capital, por exemplo, é o Vivo banda larga de 200 mb, que sai por R$ 139,99 ao mês e a instalação também não é cobrada.
A Sim Telecom tem valores que começam em R$ 119,90 para 10 mb e indo até R$ 239,90 para 50 mb, que é o limite de banda larga disponibilizada. Em qualquer uma das opções, ela cobra a taxa de instalação no valor de R$ 200.
A Oi oferece para Campo Grande e Corumbá 200 mb a R$ 99,90 por mês, mas ressalta em seu site que é preciso confirmar disponibilidade do serviço para alguns endereços.
Em recente resposta ao ofício do deputado estadual Evander Vendramini (PP), de 17 de junho deste ano, a TIM divulgou que Corumbá tem uma saída de 10 Gbps e há previsão de melhoria da cobertura de fibra óptica para ocorrer entre agosto e novembro de 2021. A operadora só fornece acesso à internet via telefonia móvel em Corumbá.
Fonte: Correio De Corumbá