Brasil e Bolívia assinam acordos para integrar energia e combater crime

março 17, 20266:25 pm

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente boliviano Rodrigo Paz no Palácio do Planalto, em Brasília, nesta segunda-feira (16), para reafirmar o compromisso com a integração bilateral. Durante o encontro, os líderes assinaram acordos nas áreas de turismo, energia e combate ao crime organizado transnacional, destacando a fronteira compartilhada de mais de 3.400 quilômetros como um elo vivo entre povos, culturas e economias.

Lula enfatizou a importância da cooperação energética em um contexto internacional marcado por conflitos que ameaçam o fornecimento de combustíveis. A Bolívia mantém sua posição como o maior fornecedor de gás natural para o Brasil, e o presidente brasileiro expressou interesse em incrementar a produção de gás na Bolívia e aumentar o volume de importações. A Petrobras, que historicamente contribuiu para a integração energética na América Latina, opera atualmente 25% da produção de gás boliviano, após ter chegado a 60% no passado. O Gasoduto Brasil-Bolívia, segundo Lula, pode ser utilizado para uma integração mais ampla dos mercados de gás no Cone Sul e para abastecer uma possível fábrica de fertilizantes em Puerto Quijaro.

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Um dos acordos firmados prevê a interconexão dos sistemas elétricos, com a construção de uma linha de transmissão entre a província de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, na Bolívia, e o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Essa iniciativa visa otimizar recursos existentes e levar eletricidade a regiões dependentes de diesel. Lula também mencionou a disposição do Brasil para cooperar na produção de biocombustíveis e fontes renováveis, promovendo segurança energética e descarbonização.

No âmbito da mineração, Paz destacou as oportunidades de parcerias, dada a concentração de minerais na Bolívia. Os presidentes discutiram ainda integração física, comércio, investimentos, temas migratórios e consulares. O acordo de cooperação turística foca na promoção conjunta de destinos e qualificação profissional, com Lula citando exemplos como a Copacabana carioca e a andina, no Lago Titicaca.

Outro acordo visa fortalecer a coordenação contra o crime organizado transnacional, abrangendo prevenção e repressão a delitos como tráfico de pessoas, narcotráfico, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas, crimes cibernéticos e ambientais. Lula ressaltou a necessidade de equilibrar o combate ao crime com a facilitação da mobilidade de pessoas.

Sobre o comércio, Lula observou que o Brasil é o segundo maior parceiro da Bolívia, mas o intercâmbio bilateral diminuiu de US$ 5,5 bilhões em 2013 para US$ 2,6 bilhões em 2025. Há potencial em setores como alimentos, lácteos, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar, soja e biotecnologia, com apoio da Embrapa. Na terça-feira (17), Paz participará de evento empresarial em São Paulo com cerca de 120 empresários bolivianos. Em setembro de 2025, mais de 100 empresas brasileiras visitaram a Expocruz, em Santa Cruz de la Sierra.

A infraestrutura também foi abordada, com a previsão de início das obras da segunda ponte sobre o Rio Mamoré em 2027, ligando Guajará-Mirim, em Rondônia, a Guayaramerín, no departamento de Beni. Essa ponte, parte das Rotas de Integração Sul-Americana, melhorará o escoamento para portos no Chile e Peru, acessando mercados asiáticos. Lula e Paz defenderam a proteção compartilhada da Floresta Amazônica e uma América Latina pacífica e integrada, sem amarras ideológica

  • Um dos acordos firmados prevê a interconexão dos sistemas elétricos, com a construção de uma linha de transmissão entre a província de Germán Busch, no departamento de Santa Cruz, na Bolívia, e o município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul. Essa iniciativa visa otimizar recursos existentes e levar eletricidade a regiões dependentes de diesel. Lula também mencionou a disposição do Brasil para cooperar na produção de biocombustíveis e fontes renováveis, promovendo segurança energética e descarbonização.

No âmbito da mineração, Paz destacou as oportunidades de parcerias, dada a concentração de minerais na Bolívia. Os presidentes discutiram ainda integração física, comércio, investimentos, temas migratórios e consulares. O acordo de cooperação turística foca na promoção conjunta de destinos e qualificação profissional, com Lula citando exemplos como a Copacabana carioca e a andina, no Lago Titicaca.

Outro acordo visa fortalecer a coordenação contra o crime organizado transnacional, abrangendo prevenção e repressão a delitos como tráfico de pessoas, narcotráfico, lavagem de dinheiro, mineração ilegal, tráfico de armas, crimes cibernéticos e ambientais. Lula ressaltou a necessidade de equilibrar o combate ao crime com a facilitação da mobilidade de pessoas.

Sobre o comércio, Lula observou que o Brasil é o segundo maior parceiro da Bolívia, mas o intercâmbio bilateral diminuiu de US$ 5,5 bilhões em 2013 para US$ 2,6 bilhões em 2025. Há potencial em setores como alimentos, lácteos, sementes, frutas, algodão, cana-de-açúcar, soja e biotecnologia, com apoio da Embrapa. Na terça-feira (17), Paz participará de evento empresarial em São Paulo com cerca de 120 empresários bolivianos. Em setembro de 2025, mais de 100 empresas brasileiras visitaram a Expocruz, em Santa Cruz de la Sierra.

A infraestrutura também foi abordada, com a previsão de início das obras da segunda ponte sobre o Rio Mamoré em 2027, ligando Guajará-Mirim, em Rondônia, a Guayaramerín, no departamento de Beni. Essa ponte, parte das Rotas de Integração Sul-Americana, melhorará o escoamento para portos no Chile e Peru, acessando mercados asiáticos. Lula e Paz defenderam a proteção compartilhada da Floresta Amazônica e uma América Latina pacífica e integrada, sem amarras ideológicas.

Com informações do Governo Federal

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