Centro será ‘esmagado’ entre Lula e Bolsonaro em 2022, dizem especialistas
março 10, 202111:32 amSe não consolidar uma candidatura única, o centro político pode ficar esmagado entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro em 2022. Essa é a avaliação de cientistas políticos e analistas de instituto de pesquisa sobre o impacto de Lula no pleito do ano que vem, após a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anulando as condenações do petista na Lava-Jato, o que o tornou elegível novamente.
Com dois candidatos populares, à esquerda e à direita, o que pode vir a ser considerado uma “terceira via” deve ter problemas em se viabilizar caso não construa um discurso e um projeto coeso para aglutinar aqueles que são tanto antipetistas quanto antibolsonaristas, dizem especialistas.
De acordo com o site O Globo, a última pesquisa do Ipec mostra que 50% dos brasileiros dizem que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula, e 44% não o escolheriam de jeito nenhum. Bolsonaro aparece 12 pontos atrás de Lula em potencial de votos (38%) e 12 pontos à frente em rejeição (56%).
Sobraria pouco espaço, na avaliação de alguns analistas, para o centro concorrer com várias candidaturas, como aconteceu em 2018. Até o momento, são tratados como possíveis presidenciáveis desse campo os governadores tucanos João Doria (São Paulo) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), os ex-ministros de Bolsonaro Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta (DEM), além do apresentador da TV Globo Luciano Huck e de Ciro Gomes (PDT).
Diretor do Atlas Intelligence, Andrei Roman – diz que apenas dois nomes superam 10% de intenção de votos nas pesquisas que o instituto vem fazendo, além de Lula e Bolsonaro: Sergio Moro e Ciro Gomes — com a ressalva de que o último só alcança os dois dígitos quando Lula não está no páreo.
O centro para emplacar no segundo turno, vai precisa de duas coisas: uma redução muito rápida da fragmentação do campo e alguém que consiga agregar um apoio muito mais espontâneo do que temos agora — afirma Roman.
Fonte: O Globo