Corumbá tem média acima de 2 mortes por dia com crescimento da covid-19
março 18, 202111:22 amA pandemia do novo coronavírus tornou-se mais grave agora em fevereiro e Corumbá registrou média superior a 2 mortes por dia por conta de complicações que a doença causa em pacientes. Foram 75 vidas perdidas registradas nos 28 dias do mês passado. Essa triste estatística aponta para a necessidade de combate à doença. Como a medida principal, que é a vacina, ainda está insuficiente no município e em todo o país, a prevenção continua sendo a única escapatória para as pessoas.
Os dados que geraram o alerta para a situação foram divulgados pela Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado do Mato Grosso do Sul (Arpen-MS).
“O agravamento da pandemia no último mês, fez de fevereiro de 2021 o mês mais mortal de sua própria série histórica na cidade, com um total de 75 óbitos registrados pelos cartórios do município, 20 óbitos a mais do que a média para o período. O número foi ainda 26,2% maior do que a média histórica dos meses de fevereiro desde 2003, sendo 0,2 pontos percentuais a mais em relação à média para o período. Na comparação com fevereiro de 2020, o crescimento foi de 1,39%”, informou a Arpen-MS, por meio de nota.
Agora em 2021, após o pico de contágio registrado após as festas de final de ano, há uma percepção que o novo coronavírus tem causados problemas mais sérios nos pacientes com comorbidades.
Desde março de 2020, Corumbá já teve 10,4 mil casos confirmados, são 50 novos somente nesta quarta-feira (17). A cidade está com 493 casos ativos atualmente. A ocupação de leitos está em 96%.
A Capital do Pantanal registrou entre março de 2020 e este dia 17, 286 mortes de moradores da cidade em decorrência de complicações causadas pela covid-19. A taxa de letalidade da doença é de 2,8%, abaixo de cidades em situação mais crítica como Jardim (4,4% de taxa de letalidade), Rio Verde de Mato Grosso (3,4%) e Miranda (3,1%).
“Os Cartórios de Registro Civil são os responsáveis por registrar todos os atos da vida civil, desde o nascimento, até o casamento e a morte. Lamento que tenhamos que registrar tantos óbitos, em um período de tempo relativamente curto e com a mesma causa mortis. O que nos resta é manter todos os cuidados para a prevenção do contágio e torcer por dias melhores”, pontuou o presidente da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Mato Grosso do Sul (Arpen/MS), Marcus Roza.
Fonte: Correio De Corumbá