Decoada mobiliza PMA e PF em ação conjunta para impedir pesca predatória

maio 2, 20239:10 am

A informação de um ponto do fenômeno Decoada o rio Paraguai, quando a qualidade da água sofre alteração e os peixes ficam extremamente vulneráveis à captura, mobilizaram equipes da Polícia Militar Ambiental e da Polícia Federal de Corumbá neste domingo, 30 de abril, para evitar a pesca predatória.

Ao chegarem no local, próximo à cidade, os policiais perceberam várias pessoas embarcadas realizando captura de pescado. Quando avistaram as equipes, os pescadores fugiram pela vegetação margeando o rio, abandonando embarcações, pescado e petrechos ilegais.

Não foi possível deter nenhuma das pessoas, porém foram apreendidos seis barcos de alumínio, dois remos e um motor, três anzóis de galho (petrecho proibido), oito linhadas, um peixe da espécie jurumpensem e um piau-três-pintas, ambos abaixo da medida permitida por lei (crime ambiental).

Os Policiais continuaram em vigilância no local atéo fim do fenômeno. O pescado será doado para instituições filantrópicas. O material foi recolhido ao quartel da PMA e a Polícia Federal investigará a autoria do crime ambiental.

O Comando da PMA alerta que, mesmo que o pescado esteja morrendo pelo fenômeno da decoada, as pessoas precisam respeitar as normas da pesca. Não podem utilizar petrechos proibidos ou capturar pescado fora das medidas permitidas; respeitar as cotas de captura para a pesca profissional e amadora, bem como os locais proibidos e espécimes que devam ser preservadas.

A pena para pesca predatória é de prisão em flagrante e um a três anos de detenção e a multa administrativa é de R$ 700,00 a R$ 100 mil, mais R$ 10,00 por kg de pescado, bem como apreensão de barco, motor, veículo, e tudo que for utilizado no crime.

Decoada

O fenômeno da decoada é natural no Pantanal e movimenta a cadeia alimentar. Os peixes que morrem viram alimento para outros peixes, bem como para aves, répteis e mamíferos. A preocupação da PMA reside no fato de que muitos peixes que sofrem decoada não morrem, pois, conforme o rio segue a corrente, a água vai se auto-depurando e vários espécimes sobrevivem, por isso o monitoramento da fiscalização é fundamental e continuará sendo executado.

Fonte: Capital Do Pantanal

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