Dia de Finados: Saudade e emoção

novembro 2, 20212:59 pm

Mesmo com o forte calor – termômetros ultrapassando a casa dos 30°C – o movimento era intenso no começo da manhã no maior cemitério de Corumbá, o Santa Cruz, localizado na rua Dom Aquino, região central da cidade. Mesma situação no Nelson Chamma, às margens da rodovia Ramão Gomes, que dá acesso à fronteira com a Bolívia. Ambos ficam abertos até às 19h, nesta terça-feira, 02 de novembro, Dia de Finados.

Logo na entrada dos cemitérios, as pessoas recebiam informações sobre a covid-19, disponibilizadas pela equipe da Coordenadoria de Fiscalização de Posturas. Entre as recomendações, o uso do álcool em gel e da máscara, que ainda é obrigatória no município.

A primeira missa foi celebrada pelo bispo diocesano Dom João Aparecido Bergamasco. Muitas pessoas, boa parte muito emocionadas, acalentavam a dor da saudade dos entes que se foram.

Como todos os anos, as irmãs, Rosana Roca Marandipi e Benedita Roca Marandipi, vão ao cemitério Santa Cruz, para homenagear os parentes que partiram. Elas levaram cadeira e almofada para passarem mais tempo ao lado do túmulo, onde estão sepultados a mãe, o pai e outros parentes.

“Hoje é um dia para boas lembranças. Vale a pena dedicar um pouco de tempo aqui, para relembrar de todos eles, principalmente dos meus pais, mas não é só hoje, todos os dias me lembro deles. É uma saudade imensa”, falou ao Diário Corumbaense emocionada Rosana Roca que fica o tempo todo ao lado da irmã que traz café e água.

Já Eliete Francisca da Silva, acompanhada do esposo, veio logo cedo, para as homenagens à mãe, ao pai, prima, avós e tio. “Momento de muita saudade, tristeza não, mas sim, saudade, pois sabemos que iremos ressuscitar um dia, nisso eu creio. Todos os anos fazemos o possível para estar aqui”, disse Eliete.

Com a família toda reunida, Maria Clara Souza Malheiros foi ao túmulo da família, onde a mãe foi sepultada recentemente, há um mês. Ainda bastante emocionada, Maria falava sobre as boas lembranças da mãe.

“Há um mês convivemos com a dor da partida da minha mãe, mas aqui estamos reunidos para confortar os nossos corações. A saudade aperta muito, mas ficam as boas lembranças”, ressaltou Maria Clara.

Para ajudar a levar conforto aos familiares, o bispo diocesano Dom João Aparecido Bergamasco, falou sobre a data. Para a comunidade católica, o dia de hoje representa esperança, conforme ele.

“Para nós católicos neste dia 02 celebramos a esperança. A espera em Jesus Cristo, que faz nascer em nós a certeza que venceu a morte e com ele somos vencedores. Nós manifestamos publicamente a certeza de que a vida vence a morte, por isso proclamamos a ressurreição, celebramos a santa missa mistérios de Cristo e oferecemos para os entes queridos, reafirmando em nossa fé que Jesus ressuscitou e nós pelo batismo já ressuscitamos em Jesus e essa ressurreição se manifestará um dia, quando fizermos a passagem e nos reencontraremos com ele, por isso, esse dia de manifestar a nossa fé”, disse o bispo.

Ainda segundo ele, a data também traz a mensagem de que, “a vida não é tirada, mas sim, transformada em vida plena porque em Jesus temos vida plena e verdadeira e que um dia vamos nos encontrar na comunidade celeste,onde Jesus acolhe cada um de nós, nos dando a vida cheia de esperança”, completou.

Dia de ganhar extra

A data também é sinônimo de um ganho extra para  muita gente. Ambulantes chegam bem cedo para vender flores, velas e outros produtos, que interessam aos visitantes.

Steffany Jasmin, acompanhada da mãe, falou que a data ajuda e muito na renda da família. “Chegamos bem cedo, todos os anos aqui, no mesmo local. Vendemos flores e está bem movimentado este ano. Ficamos até os portões se fecharem”, disse Steffany.

 

Fonte: Diarionline

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