DNIT divulga gasto de R$ 16 milhões para tentar melhorar navegação no Rio Paraguai
julho 21, 202110:37 amA Superintendência Regional em Mato Grosso do Sul do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) confirmou que vai gastar R$ 16,1 milhões em ações para tentar melhorar a navegabilidade na hidrovia do Rio Paraguai (HN-950). O trabalho começou em julho e tem previsão para ser concluído só em dezembro de 2022.
As obras vão de trecho entre Cáceres (MT) até Corumbá. “O objetivo é garantir nível de serviço adequado às atuais demandas de transporte do rio, proporcionando melhores condições de navegabilidade e segurança. A hidrovia do Rio Paraguai é uma rota importante para o escoamento de grãos (soja, milho) e minérios (ferro e manganês) com destino à Argentina e Uruguai, de onde seguem para os mercados europeu e asiático”, divulgou o DNIT, em nota.
O Rio Paraguai é um curso de água da América do Sul que banha o Brasil, Bolívia, Paraguai e a Argentina. Nasce no município de Alto Paraguai, em Mato Grosso, e banha também o estado de Mato Grosso do Sul, sendo afluente do Rio Paraná.
Esse trabalho de recuperação e manutenção no trecho hidroviário inclui serviços de dragagem, desobstrução de vegetação e adequação da sinalização náutica. O primeiro procedimento realizado está sendo a desobstrução de vegetação e balseiros aglomerados no canal navegável.
A previsão é que a autarquia federal realize adragagem de 557.500 m³ da hidrovia só em 2021. O DNIT informou que as obras vão respeitar a janela hidrológica do rio (maio-outubro) e seu período de defeso. No total, o empreendimento conta com investimento de R$ 16,1 milhões para os dois anos de duração, contemplando contratos de execução, supervisão e gestão ambiental.
Neste mês, o Serviço Geológico do Brasil divulgou que a Bacia do Rio Paraguai enfrenta um período de estiagem crítica e há previsão que no prazo de 28 dias o nível do rio em Ladário chegue a 88 centímetros, podendo impedir a embarcação de minério a partir de Corumbá. Para outubro deste ano, o nível deve ficar abaixo do 0 na régua. No mesmo mês em 2020, o nível chegou a 0 e inviabilizou o transporte fluvial, gerando sobrecarga na BR-262, principalmente no trecho entre Corumbá e o Buraco das Piranhas.
Fonte: Correio De Corumbá