Fiscalização flagra transporte de van cobrando 85% a mais sobre valor de mercado
junho 15, 20218:15 amFiscais da Agepan identificaram dois veículos levando passageiros que saíram de Corumbá e tinha destino para São Paulo e Campo Grande e cobravam valores acima do praticado pelo mercado. Em pelo menos um dos casos, o valor era 85% a mais do que geralmente é cobrado.
A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul abordou uma das vans com vários haitianos, que tinham destino a São Paulo. Como o transporte era interestadual, a autarquia estadual entrou em contato com a ANTT para repassar as irregularidades que foram constadas.
O veículo não tinha autorização para fazer esse trajeto e as averiguações ficaram por conta da Agência Nacional de Transportes Terrestres, que tem alçada para penalizar os casos de transporte interestadual.
A outra van parada pelos fiscais tinha saído de Corumbá e ia para Campo Grande. A equipe identificou que cada passageiro havia pago R$ 130 pela viagem, quando o valor a ser cobrado está na faixa dos R$ 70. O veículo tinha autorização para fazer o trajeto por meio do app Buser, que funciona no modelo de fretamento. Porém, quando há preço abusivo sendo praticado há irregularidade.
A viagem da van não foi interrompida para gerar mais prejuízo aos passageiros, mas a autorização da empresa para realizar o trajeto foi suspensa preventivamente a partir desta segunda-feira (14). A empresa terá de responder a processo administrativo e justificar o motivo de cobrar o valor de R$ 130 por pessoa.
Essas autuações ocorreram na sexta-feira (11). Os fiscais têm atuado de forma intensiva para combater o transporte clandestino de passageiros e averiguar as condições de biossegurança durante as viagens.
“Uma grande operação, que além de motoristas alcoolizados que colocariam vidas em risco, e a constatação de transporte irregular com veículos não cadastrados, refletiu a preocupação da administração estadual com a segurança nas rodovias e o cumprimento efetivo das medidas de biossegurança especialmente nesse momento tão difícil da pandemia de coronavírus”, explicou o diretor-presidente da Agepan, Carlos Alberto de Assis.
Fonte: Correio De Corumbá