Gisele foi queimada viva dentro de buraco e namorado vira réu por feminicídio em Campo Grande

março 23, 20259:51 am

Carbonização por ação térmica, por queimadura direta: Esta é a conclusão da causa da morte de Gisele Cristina Oliskowski, morta pelo namorado, Jeferson Nunes Ramos, que virou réu pelo crime de . Gisele foi queimada viva dentro de um buraco, nos fundos de uma casa, em .

O laudo da causa mortis aponta que as pancadas recebidas por Gisele na cabeça não causaram por si só a morte dela, e que o fogo ateado ao seu corpo que foi jogado dentro de um buraco seriam a causa da morte de Gisele.

Jeferson que está preso desde o crime virou réu e deve ir a julgamento pelo feminicídio. A primeira audiência foi marcada para  o dia 25 de maio às 14h35. A  contra Jeferson foi recebida no dia 20 de março pelo juiz Aluízio Pereira.

O crime ocorreu no dia 1º de março deste ano, no bairro Aero RanchoJeferson teria matado Gisele com pedradas na cabeça, além de ter jogado e queimado o seu corpo em um buraco localizado no quintal da residência do casal.

Segundo o feminicida, a vítima teria desferido três tapas em seu rosto, o que o deixou enfurecido e o levou a cometer o feminicídio. Conforme a delegada Elaine Benicasa, titular da Deam, Jeferson se manteve calado durante o depoimento.

Gritos de socorro

O sobrinho conta que mora no bairro e soube que estava havendo brigas na casa. Vizinhos relataram gritos e pedidos de socorro. No entanto, quando chegaram à casa, o crime já havia acontecido. O rapaz, junto com outros familiares, imobilizou o feminicida até que a polícia chegasse ao local.

Segundo o rapaz, Giselli vivia um relacionamento não monogâmico – e conturbado – com Jeferson (seu ex) e seu atual companheiro. Inclusive, os dois homens já haviam discutido por causa dessa aproximação de Giselli com Jeferson, o que resultou na internação do feminicida devido à gravidade dos ferimentos.

Relacionamento tóxico

Conforme o sobrinho, a casa em que Jeferson mora é, na verdade, de sua mãe. A  morava no imóvel, mas, cansada de conviver com o vício em drogas do filho, se mudou para a casa do neto, sobrinho de Jeferson. Isso aconteceu há alguns anos e, desde então, Jeferson vinha vendendo tudo o que havia no imóvel para conseguir suprir seu vício. O rapaz conta que o tio trocou até os fios da casa por drogas.

Segundo ele, Giselli e seu atual companheiro também eram usuários e, por isso, os três estavam sempre na casa de Jeferson. Quando estava sóbria, a vítima relatava aos familiares como era sua relação com Jeferson e as brigas que tinham. Giselli e seu companheiro já tinham registrado boletim de ocorrência contra o acusado.

Após o crime, a família de Jeferson pretende vender a residência. O imóvel está abandonado, depredado e tomado pelo matagal.

📍 Onde buscar ajuda em MS

Em Campo Grande, a Casa da Mulher Brasileira está localizada na Rua Brasília, s/n, no Jardim Imá, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana.

Além da DEAM, funcionam na Casa da Mulher Brasileira a Defensoria Pública; o Ministério Público; a Vara Judicial de Medidas Protetivas; atendimento social e psicológico; alojamento; espaço de cuidado das crianças – brinquedoteca; Patrulha Maria da Penha; e Guarda Municipal. É possível ligar para 153.

☎️ Existem ainda dois números para contato: 180, que garante o anonimato de quem liga, e o 190. Importante lembrar que a Central de Atendimento à Mulher – 180, é um canal de atendimento telefônico, com foco no acolhimento, na orientação e no encaminhamento para os diversos serviços da rede de enfrentamento à violência contra as mulheres em todo o Brasil, mas não serve para emergências.

As ligações para o número 180 podem ser feitas por telefone móvel ou fixo, particular ou público. O serviço funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, inclusive durante os finais de semana e feriados, já que a violência contra a mulher é um problema sério no Brasil.

Já no Promuse, o número de telefone para ligações e mensagens via WhatsApp é o (67) 99180-0542.

📍 Confira a localização das DAMs, no interior, clicando aquiElas estão localizadas nos municípios de Aquidauana, Bataguassu, Corumbá, Coxim, Dourados, Fátima do Sul, Jardim, Naviraí, Nova Andradina, Paranaíba, Ponta Porã e Três Lagoas.

⚠️ Quando a Polícia Civil atua com deszelo, má vontade ou comete erros, é possível denunciar diretamente na Corregedoria da Polícia Civil de MS pelo telefone: (67) 3314-1896 ou no GACEP (Grupo de Atuação Especial de Controle Externo da Atividade Policial), do MPMS, pelos telefones (67) 3316-2836, (67) 3316-2837 e (67) 9321-3931.

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