Mais de 1.100 animais silvestres foram vítimas de atropelamentos no 1º semestre de 2022
julho 5, 20224:28 pmA captura de animais silvestres é um trabalho executado pela Polícia Militar Ambiental (PMA) desde a sua criação, há mais de 35 anos. Além das capturas, os resgates de animais feridos em rodovias e nos perímetros urbanos têm sido uma constante e vem crescendo a cada ano, em virtude de trabalhos de Educação Ambiental realizados em escolas, bem como à população em geral, com foco nos motoristas, para a minimização dos atropelamentos, tanto nas rodovias, como nos perímetros urbanos e principalmente para que prestem socorro dos animais, fator que, se não surte efeito nos motoristas que atropelam, surte em outros motoristas e outras pessoas que comunicam os casos dos animais feridos em acidentes.
As capturas ocorrem nos locais mais inusitados, como, ouriço em edifício, capivara dentro de armários e fossas, antas dentro de piscina e em tanques de tratamentos de esgotos, jacarés em lagoas de tratamento de indústria e dentro de residências, gambá dentro de máquina de lavar e em forro de residências, serpentes e lagartos em áreas de motores e dentro de veículos, tamanduá-bandeira dentro de churrasqueira e de fossa e dormindo em quarto onde havia crianças, entre outros.
Animais capturados e resgatados no 1º semestre de 2022 e 2021
Neste primeiro semestre de 2022, os Policiais Militares Ambientais das 27 Subunidades do Estado capturaram 1.171 animais silvestres nos perímetros urbanos, dentre estes animais, vários deles vítimas de atropelamentos nos centros e rodovias, sendo o número total um pouco inferior ao mesmo período do ano de 2021 (1.348). Do total de 1.171 animais, 62 foram resgatados após o acidente. Dos 62 atropelados, 45 foram resgatados em rodovias federais e estaduais e 17 nos centros urbanos. Os principais bichos capturados são aves.
A PMA destaca que a maior parte desses animais são encaminhados ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS), localizado na Capital. No interior, alguns são soltos em reserva florestais nas redondezas, depois de laudos de médicos veterinários e biólogos constatando que são bravios e daquele habitat, da região de onde foram capturados. Os números não abrangem os animais que são vítimas de tráfico ou apreendidos com infratores que os criavam ilegalmente em cativeiro, os quais também encaminhados ao CRAS. Também não envolve dos resgatados de armadilhas de caça, ou de anzóis nos rios.
As características acertadas das cidades de Mato Grosso do Sul de conservar muitas áreas de flora nos perímetros urbanos, também conserva a fauna ali existente, em um ambiente fragmentado, o que leva a fauna a adentrar os locais habitados. Por exemplo, Campo Grande, que possui grandes reservas florestais e parques, além dos parques lineares de córregos e áreas verdes municipais, que favorecem à fauna e, essa convivência entre os animais e a população gera alguns conflitos, como: adentrar residências, ruas, estabelecimentos comerciais, atropelamentos, bem como há a necessidade muitas vezes, de se fazer o trabalho de captura, devido à fauna adentrar áreas que corram riscos, ou que haja riscos às pessoas.
Além de tudo isso, o desmatamento legal e também o ilegal, que acontecem nas circunvizinhanças das cidades, reduzem o habitat e alimento da fauna silvestre, que precisa então percorrer maiores distâncias na migração em busca de alimentos e acabam adentrando nos perímetros urbanos.
Fonte: Capital Do Pantanal