Monitoramento para preservar onças-pintadas já identificou mais de 100 animais no Pantanal
dezembro 1, 202110:02 amO programa Felinos Pantaneiros, mantido pelo Instituto do Homem Pantaneiro (IHP), identificou em duas áreas do Pantanal ao menos 108 onças-pintadas vivendo em ambiente selvagem. Esse monitoramento é feito para ajudar na proteção desses animais, que estão no topo da cadeia alimentar e ainda vivem com risco de extinção.
Conforme o Ministério do Meio Ambiente, as onças-pintadas estão com classificação vermelha sobre o número de população no Brasil. Sua ocupação no Pantanal é um dos trabalhos com repercussão nacional e internacional para garantir a sobrevivência da espécie.
O IHP divulgou que entre 2016 e 2021, mais de 74 onças-pintadas foram observadas na Serra do Amolar. Esse monitoramento ocorreu a partir do uso de câmeras específicas, chamadas de câmeras-traps, que registraram a presença delas.
Na região de Miranda, onde também há acompanhamento, o número identificado nos dois últimos anos foi de 34 animais.
A Serra do Amolar, por sua característica geográfica, está em ambiente mais selvagem do Pantanal e por isso oferece mais proteção à espécie. Em Miranda, o acesso do ser humano é mais fácil. Nessa região, um animal foi encontrado morto neste ano com possibilidade de ter sido envenenado. A Polícia Federal conduz investigação para apurar esse caso.
Outro monitoramento importante sobre preservação que ocorre atualmente é com relação à Jout-jout, um macho que está com colar. Nesse estudo, os pesquisadores conseguem identificar, dia a dia, como é a vida da espécie, costumes, horários. Isso servirá de base para aplicação de técnicas de preservação.
Um outro estudo em andamento é sobre o impacto que as queimadas de 2020 e 2021 no Pantanal causaram para a vida das onças-pintadas no bioma.
A proposta de preservação é ainda reforçada com a definição do Dia Nacional da Onça-pintada, celebrado em 29 de novembro. A data foi fixada pelo Ministério do Meio Ambiente, a partir de portaria publicada em 2018.
“O cenário atual ainda demanda muita atenção por parte dos pesquisadores e das instituições públicas que fiscalizam crimes relacionados à espécie. Porém, também tem aumentado o número de pessoas que se envolvem na conservação das onças, não só da pintada”, explica o responsável pelo programa Felinos Pantaneiros, o médico-veterinário Diego Viana.
Fonte: Correio De Corumbá