Publicado em 01/07/2026 10:03
Conforme a PM, criminosos ligados a facção criminosa PCC disputavam o domínio do tráfico de drogas na região de fronteira quando ocorreu o ataque.
A força-tarefa montada após o ataque que terminou com a morte do soldado Marcelo Pimenta, do Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (GETAM), resultou na prisão de um suspeito, na morte de outro durante uma ação policial e na apreensão de um arsenal. Um terceiro envolvido continua foragido.
O governador de Mato Grosso do Sul lamentou a morte do soldado Marcelo Pimenta da Silva e prestou solidariedade à família, aos amigos e aos colegas de farda. Afirmou que todas as forças de segurança estão mobilizadas para identificar, localizar e prender os responsáveis pelo crime
Segundo a Polícia Militar, o crime teve origem em uma disputa entre integrantes de uma facção criminosa pelo controle do tráfico de drogas em Corumbá. O alvo inicial seria um homem conhecido pelo apelido de "Coelhinho", que estava em uma casa atacada a tiros antes do confronto com os policiais.
Após o atentado, equipes da PM localizaram o veículo usado pelos criminosos. Durante a tentativa de abordagem, os suspeitos reagiram atirando com armas de grosso calibre, incluindo fuzis, momento em que o soldado Marcelo Pimenta foi baleado e morreu.
Ainda durante a noite, foi montada uma operação com apoio do Batalhão de Choque, BOPE, Departamento de Operações de Fronteira (DOF), Grupamento Aéreo da PM, Polícia Civil, Polícia Penal, FICCO e até da Polícia Boliviana.
Durante as diligências, um dos suspeitos foi preso e encaminhado ao hospital sob escolta policial. De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, ele apresentava estilhaços no corpo, que serão periciados para verificar se têm relação com o confronto.
Outro suspeito morreu após, segundo a PM, tentar tomar a arma de um policial enquanto era conduzido. Conforme o comandante, os policiais reagiram para conter a agressão.
As equipes também localizaram o carro usado na fuga e uma casa onde, segundo a investigação, estavam escondidas as armas utilizadas no ataque. No imóvel foram apreendidos dois fuzis calibre 5.56, uma pistola calibre 9 milímetros e um revólver calibre .38.
Uma mulher, apontada pela polícia como responsável por guardar o armamento e esposa do suspeito que morreu durante a ação, também foi presa.
Apesar das prisões, um dos envolvidos continua foragido. A Polícia Militar informou que o reforço policial permanece em Corumbá e que as buscas continuam.
Segundo o comandante-geral da corporação, os envolvidos têm ligação com o PCC e o confronto foi motivado por uma disputa interna pelo domínio do tráfico de drogas na região de fronteira entre Brasil e Bolívia.
Em entrevista nesta quarta-feira (1º), o coronel afirmou que o ataque foi uma reação de criminosos contra a atuação policial, mas garantiu que a resposta das forças de segurança continuará até a captura de todos os envolvidos.
"Um dos elementos ainda está foragido, mas todo o aparato da segurança pública permanece em Corumbá. Vamos dar a pronta resposta a essa ação contra o Estado de Mato Grosso do Sul", afirmou.
O soldado Marcelo Pimenta tinha 32 anos, integrava o Grupamento Especializado Tático em Apoio Motociclístico (GETAM) do 6º Batalhão da Polícia Militar de Corumbá e deixa uma filha de 7 anos.
Segundo o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Renato dos Anjos Garnes, o policial ingressou na corporação em 2024 e era considerado um profissional de destaque.
"O nosso policial militar vai receber todas as honras militares que merece. Foi um ato em serviço, morreu em serviço. E a memória dele vai ser lembrada para sempre", afirmou o comandante.
G1!