OVNI DO MORENÃO COMPLETA 40 ANOS
março 6, 20223:03 pmO que você viu naquela noite de 6 de março de 1982 no Estádio Morenão? É a pergunta que ouço há exatos 40 anos, completados neste domingo, 6 de março de 2022. A resposta tem sido a mesma, sempre: Se era um OVNI (Objeto Voador Não Identificado), não sei dizer, mas aquela coisa de formato arredondado e luminosa, que surgiu sobre a marquise do estádio a partir do Autocine, com certeza não pertencia a esse planeta.
O estádio fervilhava com quase 30 mil torcedores presentes para acompanhar o jogo entre Operário Futebol Clube e Vasco da Gama pela segunda fase do Campeonato Brasileiro. A bilheteria do estádio registrou 25.574 pagantes. Nada mal para uma noite de sábado com os operarianos entusiasmados e felizes por ver em campo o seu time forte e competitivo.
Eram grandes jogadores de parte a parte. De um lado, Arthurzinho, Pastoril, Kleber Gouveia, Cocada e Jones pelo Operário; do outro, Pedrinho Vicençote (não é o atual comentarista), Roberto Dinamite e Claudio Adão pelo Vasco. Aquele povo todo nas arquibancadas do estádio poderia esperar de tudo, belas jogadas, belos gols ou até algumas pixotadas, mas nem de longe imaginava entrar para a história como parte do maior avistamento coletivo de algo que 40 anos depois continua não identificado.
O jogo terminou com vitória do Operário por 2 a 0, gols do atacante catarinense Jones (Jones Roberto Minosso), que morreu no dia 15 de novembro de 1999, vitima de afogamento, enquanto pescava com amigos em Lages (SC). O time campo-grandense abriu o placar logo aos 17 minutos do primeiro tempo. Tudo corria conforme o esperado pelos operarianos, todas as atenções voltadas para o gramado, quando aparece aquele objeto luminoso sobre o estádio, vindo do centro de Campo Grande. Surgiu por entre as torres de iluminação e sem fazer nenhum barulho, nenhum tipo de ruído.
De onde eu estava como repórter da Rádio Cultura e do jornal Correio do Estado, atrás do gol do placar eletrônico, tive a impressão de que aquilo viria na minha direção. No primeiro momento pensei que fosse um avião com paraquedistas. Afinal, era comum paraquedistas saltarem no Morenão como atrações pré-jogo nos dias de grandes jogos, especialmente do Campeonato Brasileiro. Mas, aos domingos e em plena luz do dia, nunca à noite, e logo descartei essa possibilidade. E mais: a partida já estava em andamento.
Foi uma cena rápida, mas tudo tão inusitado quanto indescritível como algo normal e do nosso cotidiano. Nada parecido com o que estamos acostumados a ver. Por exemplo, se fosse um avião desses de pequeno porte de onde saltam os paraquedistas ou até mesmo um helicóptero, de pronto seria identificado. E aquele objeto fez o que, provavelmente, nada que um equipamento aéreo russo ou americano fosse capaz de fazer, mesmo 40 anos depois. – CAMPO GRANDE NEWS