Passageiros sobrevivem à queda de avião e 36 horas cercados por jacarés na Bolívia
maio 5, 20258:11 amCinco pessoas foram resgatadas na sexta-feira (2), na região amazônica de Beni, na Bolívia, após sobreviverem à queda de avião de pequeno porte e permanecerem por cerca de 36 horas presos em um pântano infestado de jacarés.
Segundo o Centro de Operações de Emergência da região, os cinco ocupantes estavam em boas condições físicas no momento em que foram localizados por pescadores locais, responsáveis por acionar o socorro.
O avião havia desaparecido na última quarta-feira (30), após decolar de Baures com destino a Trinidad, trajeto de aproximadamente 180 km, ambos municípios do departamento de Beni.
As buscas começaram logo após a decolagem, quando o grupo foi dado como desaparecido. A aeronave caiu em um pântano próximo de uma lagoa, em uma área de difícil acesso e vegetação densa.
Pouso de emergência e tensão com animais
O piloto Andrés Velarde, de 29 anos, relatou à imprensa local que o avião começou a perder altitude durante o voo doméstico. Sem alternativa, tentou encontrar uma área plana para evitar uma colisão com as montanhas e acabou realizando um pouso forçado em uma região alagada.
“Estávamos cercados por jacarés que vinham até nós, a três metros de distância”, afirmou Velarde, já internado em um hospital. Segundo ele, os sobreviventes também avistaram uma sucuri próxima à aeronave. Durante as 36 horas no local, ninguém conseguiu dormir devido ao risco constante de ataques de animais.
Sobrevivência com farinha de mandioca
Com acesso restrito a alimentos, o grupo sobreviveu com farinha de mandioca que uma das passageiras carregava na bagagem. “Não podíamos beber água e não podíamos ir a outro lugar por causa dos jacarés”, disse o piloto. A aeronave permaneceu parcialmente submersa, e os passageiros ficaram todo o tempo sobre a estrutura, evitando contato direto com o pântano.
Causas do acidente ainda não foram esclarecidas
Ainda não há uma conclusão oficial sobre o que levou à queda do avião. Na região de Beni, o uso de táxis aéreos é comum devido à precariedade das estradas e à dificuldade de deslocamento terrestre, principalmente durante o período de chuvas e cheias nos rios amazônicos.
Com informações do Jornal El Deber