Programa com pílula que evita HIV está próximo de ser implantado em Campo Grande

agosto 21, 201810:49 am

“Ainda existem ajustes técnicos a serem feitos em relação à estrutura física para colocar o projeto em funcionamento”, traz a nota da Sesau. Preliminarmente, o CTA (Centro de Testagem e Aconselhamento), localizado na Rua Anhanduí, na região Central, deve ser adotado para a distribuição do medicamento ao público-alvo.

 

Mais conhecido entre as drogas que combinam os antirretrovirais já citados, o Truvada é um medicamento considerado revolucionário, já que as pesquisas desenvolvidas na última década comprovaram que ele evita a chegada do vírus HIV ao sistema linfático – onde se reproduz e parte para alojar-se em áreas específicas do corpo.

 

Com isso, a infecção por HIV pode não ocorrer caso haja um comportamento de risco. Vale lembrar, todavia, que o protocolo de utilização do Truvada defende a combinação de métodos de proteção, como preservativos, até porque há outras IST (Infecções Sexualmente Transmissíveis) que podem se aproveitar de relações sexuais desprotegidas, como a sífilis e as hepatites.

 

Distribuição da droga deverá ocorrer no CTA de Campo Grande (Foto: Google Street View | Reprodução)

 

Em Campo Grande, a distribuição da droga deverá seguir o protocolo nacional, que contempla um público específico: HSH (homens que fazem sexo com homens), profissionais do sexo e pessoas em relacionamentos sorodiscordantes (casais em que apenas um dos integrantes é portador do HIV).

 

Segundo o Ministério da Saúde, estima-se que haja no Brasil 827 mil pessoas portadoras do HIV, sendo que 372 mil estão em tratamento e aproximadamente 112 mil vivem com o HIV, mas ainda não sabem. De acordo com a SES (Secretaria de Estado de Saúde), entre 2010 e 2017 foram notificados 3.909 novas infecções por HIV em todo o Estado.

 

Custo

Um dos problemas da adoção do Truvada como estratégia de prevenção nacional ao HIV pelo SUS esbarrava principalmente no custo: Em 2017, cada pílula saia a US$ 0,75, o que dava um custo total de cerca de R$ 850 mensais por paciente. Todavia, em janeiro deste ano o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial) negou o pedido de patente para a empresa Gilead Sciences, que desenvolveu o Truvada.

 

Com isso, abre-se a possibilidade de que o medicamento seja desenvolvido por outras empresas farmacêuticas, de forma que os custos sejam diminuídos em sua fabricação. Atualmente, sem contar com Campo Grande, o PrEP está disponível em 36 serviços do SUS, em 22 cidades brasileiras de 10 estados e do Distrito Federal.

Fonte: MidiaMax

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