Recorde de votos e sucessão inédita: os feitos de Riedel nas eleições
novembro 7, 20229:48 amA eleição de Eduardo Riedel (PSDB) para o governo de Mato Grosso do Sul quebrou o recorde de votos para um candidato na história da democracia no Estado. Após sair atrás no primeiro turno, o tucano virou sobre Capitão Contar (PRTB) e obteve 808.210 votos no segundo.
É a primeira vez que um candidato ao governo ultrapassa a barreira dos 800 mil votos em Mato Grosso do Sul. O recorde anterior pertencia a Reinaldo Azambuja (PSDB) que, em 2014, fez 741.516 votos no segundo turno. Naquele ano, o atual governador – reeleito em 2018 – também virou sobre seu adversário, o corumbaense Delcídio do Amaral, à época no PT.
Para chegar à vitória, Eduardo Riedel mais que dobrou o número de votos obtidos no primeiro turno, de 361.981. O resultado veio mesmo sem o apoio da maioria dos candidatos derrotados. André Puccinelli (MDB), Rose Modesto (União Brasil) e Marquinhos Trad (PSD), que, juntos, fizeram 550.487 votos, decidiram se unir a Capitão Contar no segundo turno. Apenas Adonis Marcos (Psol), dono de 3.251 votos no primeiro turno, se alinhou a Riedel.
Por outro lado, o tucano teve o engajamento da senadora eleita Tereza Cristina (PP) na campanha. Foi ela que, um dia depois do primeiro turno, posou ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL) em um vídeo no qual o então candidato à reeleição retificava sua posição perante as eleições para o governo de Mato Grosso do Sul e reforçava sua neutralidade no Estado.
“Temos um projeto de futuro para o Brasil e para o Mato Grosso do Sul, e o apoio da Tereza foi fundamental para construir este projeto e levá-lo aos eleitores do Estado. Meu sentimento é de gratidão. Vou trabalhar de maneira incansável para que o Estado seja o primeiro lugar em vários setores, pois nosso povo, nossa gente merece”, disse o governador eleito, após a votação no domingo (30).
Reinaldo rompe sina e faz de Riedel o primeiro candidato à sucessão eleito
Além do recorde de eleitores, Eduardo Riedel ainda quebrou uma sina nas eleições do Estado. Desde 1986, nenhum governador no cargo havia conseguido eleger seu sucessor.
O tucano de 53 anos foi projetado no Estado pela gestão de Reinaldo. Até este ano, o agora governador eleito nunca havia disputado uma eleição.
Riedel fez parte do secretariado de Reinaldo Azambuja desde seu primeiro ano de gestão, em 2015. Primeiro, ele foi convidado para a Secretaria de Estado de Governo, pasta que dirigiu até o início de 2021, quando assumiu a Secretaria de Estado de Infraestrutura.
Com a pandemia de covid-19, Eduardo Riedel foi escolhido para liderar o programa Prosseguir, colegiado multidisciplinar que se reunia periodicamente para decidir sobre flexibilizações ou endurecimentos nas medidas de enfrentamento à doença. O posto deu visibilidade para o tucano, que passou a falar pelo governo estadual nas entrevistas coletivas.
O perfil “outsider”, ou seja, distante do chamado político profissional, foi um dos trunfos da campanha de Eduardo Riedel. O tucano sempre se apresentou com uma linguagem jovem, moderna e técnica. Nas entrevistas e debates, defendeu o legado de Reinaldo e acenou para uma política de desenvolvimento forjada no agronegócio, no fomento à indústria e na recuperação de modais logísticos como as ferrovias.
Quem é Eduardo Riedel, próximo governador de MS
A formação de Eduardo Riedel vem do agro. Antes de integrar o primeiro escalão do governo Reinaldo, ele presidiu o Sindicato Rural de Maracaju, ainda no milênio passado, em 1999. Mais tarde, chegou à presidência da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul), principal entidade de classe do agro local. O tucano ainda foi diretor da CNA (Confederação Nacional da Agricultura).
O próximo governador do Estado também é graduado em Ciências Biológicas, é mestre em Zootecnia e especialista nas áreas de Gestão Empresarial e Gestão Estratégica.
Fonte: Correio De Corumbá