Família corumbaense atingida pela covid-19 faz campanha para incentivar imunização
julho 7, 202110:29 amA família de Silvana dos Santos Ricco Ortiz enfrenta uma das formas mais difíceis de passar pela covid-19. Ela perdeu seis familiares para a doença desde janeiro deste ano. Muita dor e saudade que ela e outros familiares decideram canalizar para uma campanha que incentiva a vacinação contra a doença. A última perda foi a do marido, Luís Daniel Ortiz, que estava com 47 anos e não tinha comorbidades. Ele chegou a ficar internado na UTI do Hospital Albert Einstein em Goiânia (GO), mas não resistiu e faleceu em junho.
O que Daniel, que trabalhava na Vale, mais esperava era a oportunidade de poder ser vacinado. Tal como ele, toda a família reforçou que era o que todos aguardavam porque entendiam que o imunizante é a principal medida para combater a doença. Infelizmente, não houve tempo para o corumbaense receber a dose.
Porém, quando começou a campanha de vacinação em massa em Corumbá, na sexta-feira (2), a irmã de Daniel e cunhada de Silvana, Silvia Ortiz Costa foi a primeira a ir vacinar-se. Ela encontrou um local de vacinação vazio e essa situação a incomodou demais. Decidiu protestar, de forma positiva, para incentivar a vacinação.
Usou uma folha sulfite e imprimiu nele data e proximidade familiar das pessoas que ela perdeu por conta da covid-19. Colocou essa folha grampeada na camiseta. Esperou uma pessoa chegar no local de vacinação e pediu para que fizesse foto. Depois, foi a vez de solicitar à sobrinha, Mariana Ricco Arguello, filha de Daniel, que publicasse a imagem nas redes sociais para tentar chamar a atenção da população corumbaense.
Depois de Silvia, Silvana, Mariana e muitos outros familiares e amigos foram vacinar-se e levantaram a bandeira da campanha “A vida não espera!!!!”.
“A saudade é tamanha. A gente não sabe quando isso vai passar, é muito dolorido. Meu marido era o esteio da casa. A gente se cuidava, estávamos trabalhando em home office. Montamos o escritório meu e dele no canto da sala. Infelizmente, não deu tempo para ele se vacinar. Não desejamos que o que estamos passando, outras famílias passem. Vacinar é a esperança que temos”, defendeu Silvana, que além do marido perdeu a mãe, o sogro e outros três familiares.
Fonte: Correio De Corumbá