Governo chama sindicalistas para “dialogar”; fronteira entra no quinto dia de fechamento

novembro 12, 20215:01 pm

Entrando no quinto dia de manifestações nesta sexta-feira, 12 de novembro, parte dos bolivianos quer a  revogação de pacotes de leis, considerada por eles, ilegal, essa já é a maior paralisação realizada na Bolívia, após os “21 dias de Paro”, que resultou na queda do presidente Evo Morales, em novembro de 2019.

Naquele período, a fronteira do país vizinho permaneceu fechada por 21 dias. Desta vez, o fechamento acontece desde segunda-feira (08).

Caminhões cruzados na via, entulhos de terra, galhos de árvores, bem como faixas e cartazes, com mensagens referentes à revogação de leis e bandeiras da Bolívia, são colocados como “escudo”, para impedir o tráfego de veículos na fronteira da Bolívia com Corumbá.

Há três pontos de bloqueio, sendo o principal próximo a ponte que delimita o território entre a Bolívia e Brasil e os outros dois às margens da estrada Bioceânica, sendo um em Puerto Suárez. Diferente de outras localidades, o protesto nessa região acontece de forma pacífica, sem registro de conflitos. Somente no primeiro dia, durante a madrugada, houve confusão entre grupos pró e contra o fechamento, sem feridos, e controlado pela Polícia.  

Já em cidades como Santa Cruz de La Sierra e Potosí, os ânimos são bem mais intensos, assim, como as medidas. Nesta sexta, os mercados municipais foram autorizados a abrir as portas em Santa Cruz, para que os bolivianos comprem alimentos, pois sábado (13) e domingo (14) vão ficar fechados. A movimentação desde as primeiras horas do dia era grande nesses locais.

Já na cidade de Potossí, houve enfrentamento entre manifestantes. Um jovem de 22 anos morreu  durante o conflito e cerca de 50 pessoas ficaram feridas.

Diálogo

O Governo convidou sindicalistas para uma conversa neste sábado (13) em Cochabamba sobre a Lei 1386 que trata da Estratégia Contra a Legitimização de Lucros Ilícitos, mas sem se comprometer. O setor vai se reunir hoje e que a única opção para se chegar a um acordo é a anulação da lei.

O ministro da Economia, Marcelo Montenegro, disse em entrevista coletiva que “estamos convidando todos os colegas sindicais do país para discutir aspectos relacionados à Lei 1.386, não só esse assunto, mas também outros importantes relacionados à família sindical. Por isso, fazemos isso com um espírito de diálogo aberto para conversar e gerar fontes de consenso”.

Ratificou “o espírito de diálogo e não de confronto. O encontro será no sábado, às 09h, em Cochabamba”, explicou.

Os manifestantes exigem que o governo de Luis Arce, presidente da Bolívia, revogue a Lei N° 1386, que permite ao governo investigar o patrimônio de qualquer cidadão sem ordem judicial, o que levou a comissão multissetorial a convocar a greve nacional.

Fonte: Diário Online

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