“Minha história e capacidade de gestão me credenciam”, diz Riedel, pré-candidato ao governo
agosto 1, 202211:59 amÉ a terceira entrevista do Correio de Corumbá com os pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso do Sul.
Após sete anos no comando de duas das principais secretarias do Executivo estadual – de Governo e de Infraestrutura -, Eduardo Riedel (PSDB) foi alçado para capitanear o projeto de continuidade da atual gestão tucana em Mato Grosso do Sul. Sua pré-candidatura ao governo é amadurecida há pelo menos um ano, e seu nome praticamente não enfrentou resistências no grupo que representa.
Apesar da confiança depositada, Riedel não deixa de ser uma aposta. Afinal, o empresário e produtor rural jamais foi testado nas urnas. Mas o tucano aposta justamente no contraponto à política tradicional e no perfil de gestor para se sobressair.
A entrevista com Eduardo Riedel, do PSDB, é a terceira da série de entrevistas do Correio de Corumbá com pré-candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul.
Correio de Corumbá: Qual sua relação política e pessoal com Corumbá e Ladário?
Eduardo Riedel: Como todos os sul-mato-grossenses, tenho uma relação de amor com Corumbá e Ladário. Ambos os municípios abrigam o coração cultural e turístico do nosso Estado. Um povo com orgulho de suas origens e muita vontade de construir um futuro de desenvolvimento. Nos últimos anos eu tentei dar minha colaboração neste processo à frente das equipes de Governo e Infraestrutura do Estado. Mas, antes eu gostaria de contar duas histórias que marcaram minha relação com essa região. Quando meu filho era criança eu vinha sempre a Corumbá acompanhá-lo em competições de natação, e aproveitava para curtir um bom peixe e esse pôr do sol maravilhoso no porto geral. Outro fato muito pessoal, mas que muitas pessoas daqui já sabem, é que alguns anos após o divórcio dos meus pais, minha mãe teve um novo companheiro corumbaense, uma pessoa que chegou devagar, mas que ganhou nosso respeito e carinho, e nos ensinou a amar essa terra, da mesma forma que ele amava o seu Pantanal. Ele infelizmente nos deixou recentemente, mas falar de Corumbá é lembrar com muito carinho de uma pessoa muito especial.
E, politicamente, pude trabalhar, desde 2015, pela região. Para se ter uma ideia, desde 2015, na área da Saúde, viabilizei o repasse de R$ 94,5 milhões para Corumbá; trabalhei por 173 leitos clínicos e 24 leitos de UTI na Associação Beneficente Santa Casa; articulei a Caravana da Saúde e o “Opera MS”, que garantiu a realização de procedimentos cirúrgicos de oftalmologia, otorrino, urologia, ginecologia e cirurgia-geral, com 124 cirurgias agendadas até o momento; e implementei o “Examina MS”, que viabilizou quase 600 exames diagnósticos. Em Ladário, foram mais de R$ 3,9 milhões em investimentos no setor, além de R$ 1,3 milhão direcionado para o combate à Covid-19. No ano passado, o município recebeu estrutura para garantir a vacinação contra Covid-19 e mais R$ 180 mil para custeio de ações em saúde. Fico muito satisfeito em ter atuado de perto para garantir conquistas também na educação, com mais de R$ 15,5 milhões de repasses para Corumbá e Ladário para merenda, uniformes, transporte, kits escolares, reformas e melhorias nas escolas estaduais. Em segurança pública foram quase R$ 10 milhões em investimentos no setor, avanços na área da habitação, e uma que também merece destaque foram os investimentos em infraestrutura, especialmente em água e esgoto.
CC: O que o levou a pleitear a disputa pelo Executivo estadual este ano?
ER: A vontade de fazer mais pelo Mato Grosso do Sul. A política é consequência de tudo o que vivi em minha vida. Demagogia não engana ninguém. As pessoas querem resultados. Verdade, transparência e competência são os valores que devem nos guiar neste desafio. É com base nesta filosofia que aceitei o desafio proposto. A decisão foi fruto de minha história de vida e de um longo trabalho de gestão na iniciativa privada e na vida pública, que me levou a representar um novo modelo de gestão de trabalho. Sou empresário e produtor rural, dediquei minha vida à minha formação e aos negócios da minha família, e também trabalhando pelo coletivo em instituições. Tenho acúmulo de conhecimento, preparo e determinação para trabalhar pelo coletivo.
CC: Como estão as definições para que a pré-candidatura se consolide à frente? Há um plano B caso ela não seja efetivada?
ER: Este é um trabalho que será feito durante a campanha que se aproxima. Tenho convicção de que, com boas propostas, vontade de trabalhar pelo Estado, um histórico limpo e de competência, poderei trazer as melhores soluções para transformar Mato Grosso do Sul em um Estado melhor e elevá-lo ao lugar que ele merece. Muito foi feito nos últimos anos, mas há ainda muito mais a fazer.
CC: Como resume sua atuação política nos anos que antecederam a pré-candidatura ao governo?
ER: Sempre tive vontade de fazer mais pelo coletivo. Isso me levou a participar do Sindicato Rural de Maracaju, entidade que presidi em 1999. Fui presidente da Famasul e, em seguida, diretor da Confederação Nacional de Agricultura. Em 2015, a convite do governador Reinaldo Azambuja, assumi um desafio ainda maior e aceitei ser secretário de Governo. Na Segov, conduzi pessoalmente as mais importantes reformas realizadas no Estado, tornando-o o mais enxuto do Brasil e líder em transparência. À frente desta secretaria por dois mandatos, cortei despesas, modernizei processos e liderei equipes de várias áreas, em busca de mais eficiência e resultado no serviço público. Foi assim que Mato Grosso do Sul se tornou o primeiro estado em crescimento, o primeiro em investimento por habitante; o segundo em liberdade econômica; o terceiro com o menor desemprego e o quinto com a menor taxa de pobreza do país. Deixei a pasta em 2021 para assumir o cargo de secretário de Infraestrutura de Mato Grosso do Sul. Durante a pandemia, também presidi o comitê gestor do Programa de Saúde e Segurança na Economia, o “Prosseguir”, que teve papel fundamental tanto no controle da propagação da Covid no estado, quanto na retomada das atividades econômicas e nas políticas de auxílio para os mais carentes e, também, do setor produtivo pós-crise. Após tantas experiências, fui chamado para um novo grande desafio: ser pré-candidato ao governo.
CC: O senhor é o pré-candidato à sucessão do atual governo, com sete anos de secretariado. Porém, é a primeira vez que concorre a um cargo político, diferente dos seus concorrentes. Tem em seu projeto administrativo algo inovador, jamais implementado no Estado?
ER: De fato sou novo na política, nunca fui candidato e não venho de uma família tradicional na política, mas isso não é problema, porque minha história e capacidade de gestão me credenciam. Tenho orgulho de ter participado de uma gestão que mudou Mato Grosso do Sul de patamar no país. Sou o novo com experiência. As pessoas pensam que para entrar na política tem que ser político profissional. Muito mais estranho do que disputar um cargo eletivo pela primeira vez é querer ser político sem nunca ter tido uma experiência em gestão. Isso sim é temerário. Políticos todos nós somos, em maior ou menor grau, fazemos política todos os dias. Além disso, política se faz com políticas públicas por meio da gestão, da busca por resultados, e não por meio da demagogia. Por isso a classe política está tão desgastada. Meus projetos englobam todas as áreas de gestão pública e serão esmiuçados em breve, no plano de governo, que posso adiantar que será inovador, ousado e com propostas que farão de nosso Estado uma referência em gestão e desenvolvimento para todo país.
Fonte: Correio De Corumbá