Prefeitura de Corumbá vai decidir em reunião técnica se desobriga o uso de máscaras

novembro 3, 20211:15 pm

O secretário de Saúde de Corumbá, Rogério Leite, informou ao Diário Corumbaense que reunião técnica irã decidir se o Município vai desobrigar ou não o uso de máscaras, umas das principais medidas adotadas desde o ano passado para combater a transmissão da covid-19.

Nesta quarta-feira (03), o governo do Estado desobrigou o uso em todos os municípios. No entanto, as autoridades estaduais recomendam o acessório em ambientes fechados ou com aglomerações. Além disso, os municípios têm autonomia para decidir, de acordo com suas realidades, o uso ou não das máscaras, assim como outras medidas restritivas. Isso é amparado por decisão do Supremo Tribunal Federal.

Rogério Leite, que também é presidente do Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Estado (Cosems), disse que a decisão do Governo não é uma surpresa, já que muitos locais adotaram essa medida.

“Porém, como técnico, médico que sou, fica o receio, de que talvez estejamos adiantando uma ação que pudesse ser postergada para um período em que estivéssemos com maior cobertura vacinal, acima de 75% (MS tem hoje 65% com duas doses ou dose única), e também com registro nulo de casos positivos ou taxa de internação”, afirmou a este Diário.

Em Corumbá, ainda há toque de recolher, das 03h às 05h, mesmo após o Governo do Estado suspender a medida em 23 de agosto. Agora, a Prefeitura vai definir se segue a desobrigação do uso de máscaras.

A reunião técnica deve ocorrer nesta quinta-feira (04). Por enquanto, de acordo com a Procuradoria Geral do Município, continuam em vigor todas as regras determinadas em decretos municipais.

Números da covid

Desde o início da pandemia, Corumbá registrou 15.623 casos confirmados do coronavírus. Destes, 15.138 se recuperaram. 471 pessoas morreram em consequência da doença.

Segundo o boletim epidemiológico da Saúde Municipal, divulgado na terça-feira (02), quatro pessoas estão internadas na Santa Casa: uma no CTI Covid e três em leitos clínicos.

Fonte: Diário Online

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